
São poucos os amigos que tenho. Não sei se é opção minha ou se as pessoas, pura e simplesmente, não têm paciência para me aturar. O que sei é que sou uma pessoa que tem poucos amigos. Mas os que tenho, ai esses são bons, aliás, bons demais para eu lhes atribuir somente a denominação de "amigo(a)".
Para mim, um amigo não é aquele que é conivente com tudo o que eu faça e que me dá uma palmadinha nas costas quando cometo um erro. Um verdadeiro amigo ajuda-me a ser uma melhor pessoa, discorda de mim quando tem que discordar e discute, caso seja preciso. Porque as amizades não podem ser só rosas e vinho.
Quando dois amigos discutem por algo banal, passa pela cabeça de alguém se chateiem no instante a seguir? Pela minha não... O problema é que isto acontece, infelizmente, demasiadas vezes.
Quando dois amigos discutem, não interessa de que lado se encontra a razão. O que importa é a sinceridade e a humildade de cada um. O que importa é chegarem ambos ao fim e ficarem cientes de que o que o outro disse até faz algum sentido (ainda que pouco) e respeitar as suas opiniões e opções.
Porque podemos discordar, podemos até ficar aborrecidos com certas e determinadas decisões dessas pessoas, mas temos, sobretudo... que as respeitar.
Hoje em dia há poucos amigos neste mundo enorme. Apercebo-me de que tenho que começar a escolher melhor quem me rodeia e aprender a ler nas entrelinhas que os outros vão tecendo à minha volta.
Não gosto de hipocrisias latentes (essas, então, são as piores).
Gosto de me dar bem com toda a gente. Gosto de ter amigos.
Que pena é que os outros só vejam nisso mais uma hipótese para atingir algo quando se fingem amigos de todos nós...